MULHERES NA ENGENHARIA BRASILEIRA: REPRESENTATIVIDADE, DIFICULDADES E DESAFIOS

  • CAMILA LIMA CHAVES OLIVEIRA FARO

Resumo

O objetivo desta pesquisa foi verificar a participação das mulheres na Engenharia Brasileira, buscando compreender a sua evolução ao longo dos anos, as dificuldades e os desafios para a mulher nessa profissão, bem como sua representatividade nas regiões do Brasil. O método utilizado foi o quantitativo, onde, por meio da base de dados disponibilizada pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), foi identificada a participação feminina nas diversas categorias da engenharia e nas regiões brasileiras. Essa participação atual foi comparada com os dados históricos registrados em trabalhos acadêmicos em contraponto à presença masculina nas mesmas circunstâncias. Verificou-se que, apesar das histórias de luta das mulheres e sua inserção no mercado de trabalho, a Engenharia ainda é majoritariamente masculina, não tendo mudanças significativas ao longo do tempo. Na Região Norte do Brasil as mulheres possuem maior representatividade que nas outras regiões, mas em contrapartida é a região com menor número de engenheiros do país. Ainda hoje se apresentam muitos desafios e preconceitos a serem enfrentados pelas mulheres nessa profissão, sendo necessária a busca da compreensão do papel da mulher na Engenharia, em todas as categorias, sendo então valorizada e incentivada na profissão, em busca do bem comum para a sociedade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRUSCHINI, C.; LOMBARDI, M. R. A bipolaridade do trabalho feminino no Brasil

contemporâneo.Cadernos de Pesquisa, n. 110, p. 67-104, jul. 2000. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/cp/n110/n110a03.pdf >. Acesso em: 04 jul. 2017.

CASTAÑEDA, M. O machismo invisível. Tradução: MALIMPENSA, L. C. São

Paulo: A Girafa, 2006.

COSTA, A. A.; SARDENBERGRFF, C. M. B. Teoria e práxis feministas na academia.

Os núcleos de estudos sobre a mulher nas universidades brasileiras. Revista

feminismos. v. 2, n. 2, maio - ago. 2014. p. 31-39. Disponível em:

http://www.feminismos.neim.ufba.br/index.php/revista/article/viewFile/140/113>.

Acesso em: 12 jun. 2017.

LOMBARDI, M. R. Engenheiras brasileiras: inserção e limites de gênero no campo

profissional. Cadernos de Pesquisa, v. 36, n. 127, p. 173-202. jan./abr. 2006.

Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v36n127/a0836127.pdf >. Acesso em: 03

jul. 2017.

LOMBARDI, M. R.Profissão: oficial engenheira naval da Marinha de Guerra do

Brasil. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 18, n. 2, p. 529-546, mai./ago. 2010.

Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ref/v18n2/14.pdf>. Acesso em: 07 jul. 2017.

LOMBARDI, M. R.Carreiras de engenheiras em pesquisa científica e tecnológica:

conquistas e desafios. Cadernos de Pesquisa, v.41, n.144, p. 886-903, set./dez.

Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v41n144/v41n144a13.pdf>.

Acesso em: 07 jul. 2017.

LOMBARDI, M. R. Engenheiras na construção civil: a feminização possível e a

discriminação de gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 47, n. 163, p. 122-

, mar.2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v47n163/1980-5314-cp-

-163-00122.pdf>. Aceso em: 09 jul. 2017.

SCHWANTES, C. C. M.; ANDRADE, V. C. Mulheres no campo da pesquisa em

Física e Ciências Exatas na contemporaneidade. In: Mulheres e violências:

interseccionalidades. Org.: STEVENS, C.; OLIVEIRA, S.; ZANELLO, V.; SILVA, E.;

PORTELA, C. Brasília, DF: Technopolitik, 2017. 628 p.

Publicado
21-03-2019
Como Citar
CHAVES OLIVEIRA, C. L. (2019). MULHERES NA ENGENHARIA BRASILEIRA: REPRESENTATIVIDADE, DIFICULDADES E DESAFIOS. Revista FAROCIENCIA (ISSN 2359-1846), 5(1). https://doi.org/10.36703/farociencia.v5i1.294
Seção
4º ENCONTRO DE CIENCIA E TECNOLOGIA